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Visto chinês para brasileiros: precisa? Como era tirar em São Paulo (relato de 2018)

China ·Escrito em · Atualizado em
Passaporte aberto com carimbos de visto

Antes, para visitar a China, precisava de visto e aqui a gente te explica como era para fazer. Atenção: em 2026, brasileiros podem entrar na China sem visto por até 30 dias, mas a isenção vai até 31/12/2026 e, até agora, não há confirmação de prorrogação. Veja os detalhes em “Atualizações em 2026” ao final do texto.

Importante: de 2018 para cá, mudou praticamente tudo, e o pedido do visto passou a ser online (quando necessário), com outras regras e outro preço. Deixamos o relato abaixo, de como era em 2018, porque, se o visto voltar a ser necessário, o passo a passo pode ajudar. E, mesmo que mude de novo, vale a leitura como curiosidade histórica.

Brasileiro precisa de visto para a China em 2026?

Na maioria dos casos, não. Em 2026, brasileiros com passaporte comum podem entrar na China sem visto por até 30 dias, para turismo, negócios, visita a familiares ou amigos, intercâmbio ou trânsito. Segundo a imprensa, a isenção vale até 31 de dezembro de 2026. Quem vai ficar mais de 30 dias, trabalhar ou estudar continua precisando de visto. Para ir a Pequim e à Muralha da China, a isenção cobre a viagem. Hong Kong e Macau também não exigem visto de brasileiros, por até 90 dias.

Em 2018, precisava de visto para ir à China? E para Hong Kong e Macau?

Primeiro de tudo, você precisa saber em quais locais da China vai, porque há lugares que não exigem visto, por serem administrativamente independentes, apesar de ficarem em território chinês. São os exemplos de Hong Kong e Macau. Agora, se pretendia ir para lugares onde dava para visitar a Muralha da China (o que era muito provável), como Pequim, aí sim precisava do visto.

Em 2018, dava para outra pessoa pedir o visto por você

O que você precisava saber era que era muito fácil. Diferentemente de alguns países, você sequer precisava ir até o consulado por si só. Podia pedir para qualquer pessoa ir lá, inclusive um motoboy, se achasse melhor. O único “porém” era que só funcionava das 09:00 às 12:00 e era bem zoneado, então era preciso se preparar (ou preparar quem fosse por você) para ficar um pouquinho por lá.

Visto de 1 entrada ou de múltiplas entradas (como era em 2018)?

Ah, você precisava também saber se o visto seria de 1 entrada ou de múltiplas entradas. Para saber isso, bastava pensar quantas vezes ia precisar cruzar a fronteira de entrada no país.

Como era o passo a passo em 2018

De resto, era bem simples: você pegava o formulário de solicitação de visto no site do consulado (hoje, o formulário é online, na plataforma oficial), o preenchia por completo, anexava uma foto 3x4, juntava com os documentos básicos da viagem (podiam variar a depender do tipo de visto; as instruções atuais estão aqui) como passagem aérea, reserva do hotel e cópia do passaporte, e pronto. Entregava no consulado, emitiam um boleto, cujo comprovante de pagamento devia ser entregue quando fosse retirar o passaporte com o visto. Olha a curiosidade: o boleto tinha de ser pago em dinheiro, na boca do caixa do Bradesco! Se não fosse assim, poderia não funcionar. Isso mudou (veja em “Atualizações em 2026”).

Quanto custou e quanto demorou em 2018

O procedimento todo demorava no máximo 5 dias úteis e o custo total era de R$ 460,00.

Viu como era fácil? Então, bora para a China sem desculpas, mesmo se o visto em algum momento voltar a ser necessário.

Texto de Thiago Braga. Quem somos e como escrevemos. Siga no Instagram, TikTok e YouTube.